Em reunião nesta quinta-feira (6), o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos, referentes ao terceiro trimestre de 2025. A proposta, apresentada pela Diretoria Executiva, está em conformidade com a Política de Remuneração aos Acionistas.

Embora os resultados operacionais, apesar da queda do brent, tenham sido muito positivos, superando todas as expectativas, setores do mercado e vários analistas ousaram criticar o volume de investimentos, expondo a flagrante miopia. Certamente, trata-se dos especuladores financeiros porque investidores de fato sabem que os investimentos são o caminho mais sólido para garantir o retorno no médio e longo prazo, assim como a perenidade da companhia.
Votei a favor porque esses dividendos, ordinários, estão de acordo com a Política de Remuneração aos Acionistas que aprovamos em junho de 2023, quando iniciamos uma revisão na política, alterando o percentual do pagamento de 60% para 45% do fluxo de caixa livre (FCL) e criando uma reserva de remuneração do capital, entre outras medidas que foram importantes à época. Não aprovei naquele momento o pagamento antecipado, relativo aos balanços trimestrais, nem o pagamento mínimo, pois defendo que o pagamento deve ser realizado apenas quando findo o exercício, quando são definidas as reservas legais.
Ainda que eu tenha sugerido em várias oportunidades, lamentavelmente o processo de aprimoramento da Política de Remuneração aos Acionistas não teve continuidade. Entendo que a Petrobrás deva continuar aprimorando e fortalecendo sua política de remuneração com vistas a garantir a capacidade de investimento e perenidade da companhia, assegurar sua trajetória enquanto empresa de energia, remunerando seus acionistas, valorizando os trabalhadores e atendendo à sua missão para com o Brasil. Missão esta que fundamentou sua criação.