PN 26–30 reafirma diretrizes do PN 25–29 e inclui retorno à distribuição de gás e derivados.

Nesta quinta-feira (27), o Conselho de Administração aprovou o Plano de Negócios da Petrobrás para os próximos cinco anos (PN 2026-30). Votei a favor, com ressalvas adiante abordadas, por entender que o PN 26-30 reafirma diretrizes centrais do nosso Plano Estratégico 2050 e do PN 25-29, adicionando o retorno à distribuição e comercialização nas áreas de Gás e Energia, em especial GLP, e RTC (Refino, Transporte e Comercialização), que contempla derivados, pacificada questão contratual, conforme aprovado em 11/07 por proposta desta conselheira.
Minhas ressalvas foram todas destacadas ao longo dos debates com as áreas e a Diretoria Executiva, no processo de construção do PN. Entre outras considerações importantes, destaco o deslocamento para o final – ou mesmo pós quinquênio – de projetos estratégicos para a Petrobrás e o Brasil nas áreas de E&P e RTC, tais como SEAP 1 e 2, revitalizações na Bacia de Campos, UFNIII, Renest Trem 2 e Revamps em várias refinarias.


O PN 2026–2030 incorpora ajustes diante do cenário internacional de preços mais baixos do brent, cujas projeções futuras não são muito promissoras, a priori, criando duas Carteiras de Projetos em Implantação: Base e Alvo. Preocupa-me a redução total do Capex, principalmente a referente aos projetos em implantação, e esse debate foi travado intensa e exaustivamente no CA durante o processo de construção do PN.
Uma nova governança de execução do PN 26-30 foi estabelecida, produto desses debates, que prevê revisões trimestrais – ou em menor intervalo se necessário e oportuno -, pela DE e CA, dos projetos contemplados nas carteiras em Implantação Alvo e em Avaliação. Essa nova governança permitirá que, dadas as condições necessárias, os projetos da Carteira em Implantação Alvo possam ser antecipados, assim como projetos da Carteira em Avaliação possam migrar para a Carteira em Implantação.
Importante a diligência da DE e CA com relação à execução do PN 26-30 para não destruir valor para a companhia e de tal sorte que não percamos oportunidades de realizar projetos estratégicos para a Petrobrás e o Brasil.
A discussão sobre o papel da Petrobrás para com o país, sobre a reconstrução e o resgate real do Sistema Petrobrás e sobre a perenidade da empresa, continua necessária e urgente ou seguiremos sendo apenas, por um período limitado, um ótimo pagador de dividendos para a União e os demais acionistas. Mas essa não é a Petrobrás idealizada em 1953 e pela qual lutamos.