Segurança que se aprende na prática: uma visita ao CACV e à Termomacaé

Ontem (25) tive uma experiência muito marcante e faço questão de compartilhar com vocês.
Como presidente do comitê de SMS do Conselho de Administração da Petrobrás, fui conhecer de perto o CACV (Centro de Aprendizado Compromisso com a Vida) e também a UTE Mário Lago, que muitos ainda conhecem como Termomacaé, na cidade de Macaé, no Rio.
E olha… foi uma visita fantástica!


O CACV já tinha sido apresentado no comitê, mas uma coisa é ouvir falar, e outra, completamente diferente, é ver funcionando. Ali não é uma sala de aula tradicional. É um espaço onde o aprendizado acontece na prática, onde o trabalhador realmente “coloca a mão na massa”.
O que mais me chamou atenção foi o nível de realismo das simulações. Antes de operar equipamentos de alta voltagem ou pressão, os profissionais passam por verdadeiros ensaios em espaços que representam cenários e equipamentos do cotidiano no ambiente de trabalho. É como se fosse um treino controlado da vida real. E isso faz toda a diferença. Porque ali o erro não vira acidente, vira aprendizado.
Esse tipo de treinamento aguça a percepção de risco. O trabalhador passa a identificar perigos antes mesmo de começar a atividade. E isso, para mim, é o coração da cultura de segurança: antecipar, prevenir, cuidar da vida.
E não é por acaso que esse centro está dentro da UTE Mário Lago. A usina, uma das maiores e mais importantes termelétricas de ciclo aberto do Brasil, tem um papel estratégico enorme. Ela é uma das 13 termelétricas da Petrobrás e contribui diretamente para a segurança energética do país.
A gente fala muito, e com razão, das energias renováveis. Mas é importante lembrar que elas são intermitentes. Não geram o tempo todo. E é aí que entram as termelétricas: garantindo estabilidade, continuidade e segurança no fornecimento de energia. Ou seja, elas não competem com as renováveis, elas complementam.
A UTE Mário Lago é um exemplo disso. Além da sua função essencial no sistema elétrico, ela também é um polo de conhecimento e capacitação. E isso reforça algo em que eu acredito muito: não existe excelência operacional sem investimento em gente.
Saí de lá com a convicção de que escolhemos o caminho certo quando colocamos a vida no centro de tudo. Tecnologia, energia, produção — tudo isso é importante. Mas nada é mais importante do que garantir que cada trabalhador volte para casa em segurança. E o CACV é uma excelente iniciativa para melhor construirmos esse caminho.
O projeto é expandir o CACV para todas as unidades operacionais. E temos que envidar esforços para que isso aconteça em todo o Sistema Petrobrás.