AGO da Petrobrás elege novo Conselho de Administração e Fiscal, aprova balanço de 2025 e Orçamento de Capital

Na tarde de ontem (16), foi realizada a Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas da Petrobrás, que deliberou sobre temas centrais para a companhia, incluindo a eleição de Conselheiros de Administração e Fiscal. O colegiado segue composto por 11 membros, com a renovação de quatro cadeiras, e passou a ser presidido por Guilherme Santos Mello.

Foram eleitos pelo processo de voto múltiplo Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Santos Mello, José Fernando Coura, Magda Maria de Regina Chambriard, Marcelo Weick Pogliese e Renato Campos Galuppo indicados pela União e Marcelo Gasparino da Silva e José João Abdalla Filho indicados por acionistas minoritários.
Eleitos em separado, representando ainda os acionistas minoritários detentores de ações ordinárias, foi eleito Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis e pelos detentores de ações preferenciais, Rachel de Oliveira Maia.
A única vaga já definida era a da representante dos empregados, pois fui reeleita pela categoria petroleira em dezembro passado, para meu último e quarto mandato.
A União permanece com apenas 6 dos 11 assentos e reitero meus insistentes alertas de que essa composição é extremamente frágil para o exercício do controle. A composição acionária da Petrobrás está muito desequilibrada e urge a União aumentar sua participação acionária, com foco nas ações ordinárias (com direito a voto) para que exerça o controle com tranquilidade e segurança. O Conselho Fiscal continua com 5 membros, dos quais 3 indicados pela União.
Foram apreciadas e aprovadas as contas da administração referentes ao exercício de 2025, bem como a destinação do resultado, incluindo o pagamento de remuneração complementar aos acionistas em duas parcelas ao longo de 2026. Nesse contexto, o grande feito desse exercício foi a aprovação do Orçamento de Capital, que definiu considerável volume dos resultados desse exercício para a Reserva de Lucros, ao invés de pagamento de dividendos. Essa medida permite que destinemos parte dos lucros para mais investimentos, visto que nas discussões do PN 26-30, foi preciso colocar vários projetos em “espera” em função do cenário econômico-financeiro desfavorável. Essa proposta foi pautada por mim no CA durante as discussões do PN26-30, aprovada pelo colegiado em março para encaminhamento à AGO, que a aprovou ontem. É uma grande conquista para a Petrobrás, pois abre a possibilidade de, dadas condições mais favoráveis, executar estratégicos e lucrativos investimentos.
Também foi fixada a remuneração dos administradores, dos membros do Conselho Fiscal e dos membros dos Comitês de Assessoramento ao Conselho de Administração nos termos do voto da União, seguindo orientação SEST (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais).