Na sexta-feira (7), o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas, como antecipação relativa ao exercício de 2026, com base no balanço de 30 de junho. Segundo a companhia, o valor é compatível com sua sustentabilidade financeira. Aprovei o pagamento dos dividendos ordinários, destacando a ressalva sobre os pagamentos intermediários. Não foi proposto nem aprovado o pagamento de dividendos extraordinários.

Em julho de 2023, foi realizada uma revisão da política de remuneração pelo CA, como primeira medida de aprimoramento, mas, desde então, não houve mais debate sobre o tema. Entre outras medidas, os dividendos ordinários foram reduzidos de 60% para 45% do FCL (Fluxo de Caixa Livre). Na ocasião, destaquei algumas ressalvas, dentre elas a relativa aos pagamentos intermediários, pois considero que o pagamento dos dividendos só deva ser realizado depois do fechamento do exercício.
Após os debates no ano passado sobre o PN 26-30, o CA aprovou neste início de ano, por proposta minha, a criação do Orçamento de Capital com montante significativo, que seria destinado a dividendos extraordinários, para uma reserva de lucros com destinação definida para investimentos. Essa foi uma grande conquista dos trabalhadores na disputa entre dividendos e investimentos, que pavimenta a perenidade da companhia.
Os resultados do segundo trimestre registraram lucro de R$ 52,4 bilhões, o dobro do resultado obtido no mesmo período de 2025. A produção própria de petróleo no Brasil alcançou 2,7 milhões de barris por dia, enquanto o fator de utilização das refinarias chegou a 101%, contribuindo para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional.
Os resultados operacionais, com o aumento da produção de petróleo e gás, também decorrente da antecipação de alguns projetos, somados ao aumento do FUT (Fator de Utilização) das refinarias, que chegou a 101%, mais o estouro do Brent devido ao conflito no Oriente Médio, justificam o lucro recorde do trimestre.
As medidas tomadas pela companhia, especialmente no parque de refino, viabilizaram, mais do que o lucro, a maior produção de derivados e a menor ou nenhuma importação de diesel em boa parte do período, garantindo o abastecimento nacional com custo mais controlado diante da estupenda crise no setor, criada pela guerra contra o Irã e pelos caóticos — e isso é método — “tweets” do presidente estadunidense.
Aliadas às medidas da Petrobrás, o governo federal prontamente disponibilizou, para importadores e/ou produtores, programas de subsídios para os combustíveis mais críticos, permitindo que a população não fosse espoliada com a alta descontrolada dos preços.
A política de Estado, aliada às medidas estratégicas da empresa estatal Petrobrás, visando ao melhor para o país, permitiu que o Brasil navegasse — e continue navegando — nesse mar revolto sem abalroamentos ou naufrágios.
E é por isso que sempre afirmamos: “Defender a Petrobras é defender o Brasil.”