Na semana passada, no dia 15 , estive no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Foi uma oportunidade importante de reflexão sobre o papel que temos na construção de um futuro mais sustentável.

Como presidente do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) do Conselho de Administração, participei desse momento trazendo uma mensagem que acompanha a Petrobrás ao longo de sua história: o compromisso de conciliar desenvolvimento, inovação e responsabilidade ambiental.
Uma grande simbologia que o Complexo de Energias Boaventura representa é do resgate e reconstrução da Petrobrás. Concebido inicialmente como Comperj, um grande complexo industrial com petroquímica, refino e tratamento de gás, suas obras foram paralisadas pela Operação Lava Jato. Posteriormente, o projeto foi reduzido a pó no governo anterior, que o transformou no Gaslub, uma UPGN e uma fábrica de lubrificantes. E esse resgate, assim como o de tantos outros projetos estratégicos e importantes para a Petrobrás e o Brasil, só foi possível porque o CA que assumiu em 2023, no atual governo, inseriu nos direcionares estratégicos do PN 23-27 o retorno à petroquímica, aos fertilizantes, à autossuficiência em combustíveis e ao aumento da oferta de gás. E isso não pode ser esquecido.
A escolha do Complexo Boaventura para essa celebração tornou a ocasião ainda mais simbólica, pois materializa a possibilidade de conciliar desenvolvimento e preservação ambiental. O empreendimento ocupa uma vasta área degradada, cujos raros e mínimos espaços de matas remanescentes estão sendo ampliados e interligados por projetos de reflorestamento. Pudemos observar matas em diferentes estágios de crescimento, bem como fotos de espécies importantes da fauna reocupando o território. E mais áreas serão recuperadas.
Outro projeto fantástico refere-se ao consumo da água industrial no Boaventura, que será proveniente do tratamento de esgoto sanitário realizado pela Águas do Rio, em convênio estabelecido com a Petrobrás, que impulsionou o aumento em 50% do volume de tratamento de esgoto do município de São Gonçalo. Um projeto que beneficia o meio ambiente e a sociedade.
Entre os elementos que tornam esse lugar tão singular estão as ruínas do antigo convento preservadas dentro do complexo. Estar naquele cenário, em meio a uma estrutura voltada para o futuro da energia, reforça uma percepção que considero fundamental: desenvolvimento não se opõe à preservação ambiental e cultural.
Sou testemunha ocular há 39 anos de que este é o DNA da Petrobrás. O DNA de uma empresa estatal comprometida com o Brasil e os brasileiros.
Lembro aqui que os grandes e críticos acidentes operacionais e/ou ambientais na companhia – tais como os ocorridos mais recentemente: P-36, Baía de Guanabara, Rio Iguaçu -, se deram em períodos de desmonte e sucateamento da Petrobrás por agentes que queriam privatizá-la. É nosso dever impedir que o façam novamente.
Defender a Petrobrás é defender o Brasil.
