Brasil comemora Dia do Petróleo junto com o aniversário da Petrobrás

Hoje, 29 de setembro, é comemorado o Dia Mundial do Petróleo. Só que aqui no Brasil, a gente celebra quatro dias depois, em 3 de outubro, junto com o aniversário da Petrobrás, que vai completar agora 69 anos.

A homenagem brasileira ao Dia do Petróleo foi instituída em 1953, no ano de fundação da estatal, pelo então presidente Getúlio Vargas. A ideia dele era justamente comemorar a existência desse recurso natural tão estratégico para o mundo no mesmo dia da criação da maior empresa de petróleo do país e uma das maiores do planeta.


Responsável por avanços na economia nacional e mundial, o petróleo está presente no dia a dia da população, em produtos que vão desde a gasolina, plástico, solventes, cosméticos, etc. É um combustível fóssil, originário de matéria orgânica, cujas condições de formação são muito específicas e restritas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em 2021, foram produzidos 89,8 milhões de barris de petróleo por dia no mundo. No topo da lista dos maiores produtores aparecem os Estados Unidos, com 16.585 barris por dia; em seguida Arábia Saudita e Rússia, cada país com cerca de 10.900 barris/dia. O Brasil vem na 9ª posição, com produção diária de 2.987 barris de petróleo – o setor do petróleo responde por cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro.
E estaria o petróleo condenado ao desuso no curto ou médio prazos? Essa é uma assertiva que assombra os analistas, mas o petróleo não está acabando nem é trivialmente substituível. Além de importante, eficiente e acessível fonte de energia, é indispensável na petroquímica.

A transição energética virá, a seu tempo. Acredito que a resposta passará inevitavelmente pela diversidade de fontes de energia, associadas ou não. E mais, acredito que o petróleo permanecerá como uma importante alternativa, mais descarbonizado e, certamente, será o grande patrocinador da necessária transição.